segunda-feira, outubro 26, 2009

introspecção


bem, como dizer isto...?

depois de 2 meses, tudo se mantém igual e eu não consigo perceber porque... mas tudo bem... talvez seja apenas defeito meu...

não há-de ser nada...

quinta-feira, setembro 24, 2009

só porque preciso de sorrir um pouco agora...


ora há uns tempo atrás a minha avó (Leonor) deixou-me uma mensagem no voicemail que dizia isto
"ó filha a avó não te disse mas para os anos do avô, se tiveres algum namorado ou namorada que queiras trazer... é só avisar por causa do almoço"

de boca aberta... mas enfim... fui apenas com os meus pais e irmão...

quando cheguei perguntei "então mas achas normal deixares uma mensagem daquelas...?"

e com toda a simplicidade a minha avó responde a sorrir "ó filha sei lá... podias ser bélgica..."

muito nível...

há tanto tempo... e tão pouco...


correndo um risco consciente de me repetir (como disse Platão "vale a pena repetir muitas vezes as coisas belas"), escrevo novamente para mim... sobre ti...

dizer que já não sei que dizer mais... há tanto por dizer... tanto para lembrar... que a tua gargalhada me perseguirá para sempre...

Mais do que a tua pele baça... e os teus olhos amarelos e tristes...
mais do que a almofada redonda do Porto em que mexias compulsivamente...
mais que os sacos... que a morfina... que a almofada, que o cabelo apanhado sempre igual...

Há uma luta (e um luto) que aqui fica... há um amor que nunca passa. uma saudade que nunca vai embora...

Mais que os teus gritos... que as tuas mensagens... que os cafés no LNEC (à hora do teu trabalho e das minhas aulas) como dizia a voz off em 2005, "há qualquer coisa no ar..."...e há um café central... e uma casa de pasto e um café puro que têm a ousadia de continuar (sem ti...) e nós também...

há um cheiro... uma memória das tuas mãos pequeninas... há sempre em qualquer lado um cabelo aos caracóis numa mulher gordinha e baixinha que me faz olhas duas vezes (que estupidez...)

há sempre este meu/nosso feitio... esse tom de voz irritado... esse "tu andas a gozar com esta merda"...

há tudo isto e não há na(n)da... há tudo isto e uma saudade que não passa... em todos os momentos te imagino... mais: vejo-te... ouço a tua crítica, a tua forma diferente de fazer... falta o telefone, a mensagem, os olhos esbugalhados a ralhar e... acima de tudo... falta a amiga... a companheira... a defensora...

Como podemos passar com e sem tudo isto...?

como? alguém que me explique porque eu... um ano, três meses, 23 dias e 6 horas depois ainda não consegui perceber...

segunda-feira, setembro 21, 2009

sempre...

"Esperei por ti todas as horas
Frágil sombra olhando o cais
Mas mais triste que as demoras
É saber que não vens mais"

mais uma vez para ti...

quinta-feira, setembro 17, 2009

ele há coisas...

bem... mais uma vez... por onde começar?
tudo na minha vida dá voltas e voltas e voltas e voltas...
resumo dos últimos tempos: birras, tendas de campismo, meco, medo, PS, autarquicas, Kanguru, beijinhos, abrancinhos, telemoveis, gargalhadas, trabalho e mais trabalho, cafés, imperiais, setas, mulheres, deputados, estado civil, despesas, óculos, unhas, cenas e mambos...
bem... isto mais ou menos traduz todos os temas que aconteceram nas útlimas 3 ou 4 semanas da minha vida...
Do trabalho... que dizer: uns dias bem outros mal... gente gira, gente feia, chefes e mais chefes (quase mais gente a mandar do que a ser mandada)... coisas acumuladas, task force, vontade de fazer tudo, falta de tempo... horas a mais para compensar horas a menos ou nem isso... psicose... no fundo é isto...
Do coração... que dizer: "corro atrás de ti como um porco atrás de bolota nos castanhos prados de Outono"... o meu coração é isto... sendo que a metáfora do porco é perfeita para isto... passa-se tudo e não se passa nada... como diz a minha avó "filha, podias ser bélgica" e eu concordo. Jessie & Peppers forever.
Do resto... que dizer: tudo acontece ao mesmo tempo, estou cansada, tenho a minha cabeça a latejar, a minha alma dói-me (quase tanto como a cabeça) e se o sócrates não ganha esta merda alguém vai levar com o meu mau feitio...
bem... não posso ser mais explicita porque isso daria demasiado trabalho... vou morrer ali para o canto por uns minutos...

sábado, agosto 01, 2009

round... 5

é isto tudo...
sento-me aqui... (onde quer que "aqui" seja) e penso, respiro fundo...
olho à volta (tantas vezes...) e vejo tanto espaço preenchido tanto espaço tão pequeno com tanta gente... gente em bicos de pés, gente na palma das mãos, gente com a cabeça no sítio e gente em sitios sem cabeça (nem pés...)...
respiro fundo, e olho à volta, fecho os olhos, ligo o rádio (se ele colaborar...)...
acendo um cigarro e é isto... é tudo isto...
pego no telemóvel e vejo o teu número... ainda lá está... (mas tu não).
é este o momento inevitável de estar sem ti... é este o momento em que te ligo e "o número que marcou não se encontra atribuído"...
é este momento em que olho à volta e não te vejo em lado nenhum... nem vais chegar... nem te vou buscar... nem vens cá ter... nem coisissima nenhuma...

é este o momento em que beberiamos um vinho e falariamos mal do mundo... é este o momento em que brindaríamos ao futuro que era nosso... tinha tudo para ser... é este o momento em que ao som do teu nome se ouve "já ouvi falar mas não conhecia bem..."... e a falta que fazes... e as lagrimas que que caem a cada momento da tua ausencia...

enfim... no fundo é isto...

segunda-feira, julho 27, 2009

ai os matos que aí andam...



Havia a solidão da prece no olhar triste

Como se os seus olhos fossem as portas do pranto

Sinal da cruz que persiste, os dedos contra o quebranto

E os búzios que a velha lançava sobre um velho manto


À espreita está um grande amor mas guarda segredo

Vazio tens o teu coração na ponta do medo

Vê como os búzios caíram virados p’ra norte

Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte


Havia um desespero intenso na sua voz

O quarto cheirava a incenso, mais uns quantos pós

A velha agitava o lenço, dobrou-o, deu-lhe 2 nós

E o seu padre santo falou usando-lhe a voz


À espreita está um grande amor mas guarda segredo

Vazio tens o teu coração na ponta do medo

Vê como os búzios caíram virados p’ra norte

Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte


(Fado Os Búzios de Ana Moura)

domingo, junho 14, 2009

peço desculpa

Ora... eu nem costumo ser destas coisas... nem o meu blog costuma falar de politica (a maioria das vezes) mas... vejo-me obrigada a reagir a esta vergonha que é a campanha do PSD em Vila Franca de Xira... em que de repente vejo um concelho a ser tratado como um guião dos malucos do riso...
Já não basta o curriculum politico deste candidato (cuja foto é bem explícita) ser as peças de teatro em que entrou ou os artistas que conhece ou o pai que tem... ainda temos que levar com uma campanha eleitoral com gente com vontade de rir...

estou em estado de choque... tendo em conta que os ultimos 12 anos foram (custem a quem custar) uma volta de 180º na qualidade de vida do concelho, nas oportunidades das pessoas, no investimento... e então... terei mesmo que dizer... senhor candidato... se a politica lhe dá vontade de rir... de facto não deveria ter saído do circo e da TV, porque lá são os lugares para quem não sabe fazer, não sabe criticar mas sabe rir do trabalho dos outros...

(ó meu deus... ao que isto chegou...)


terça-feira, junho 09, 2009

no fundo é isto tudo...




bem... e ao contrário do que dizem os responsáveis dos outros partidos, eu continuo a achar que o país virou à esquerda...


enfim... é tudo isto...




que dor...




domingo, junho 07, 2009

eleições...

hoje... eleições europeias... estou de saída para a minha Mesa de Voto...
boa sorte para todos nós, europeus...

sábado, junho 06, 2009

Para sempre


Dia 1 de Junho de 2009... vem-me à memória o seguinte diálogo:
19:36 toca o telefone...
AR: estou...? Isabel... onde estás...?
eu: em Tomar... estou a caminho de Leiria... só chego aí ao final do dia mesmo...
AR: estás sozinha agora...?
eu: não... porquê? já foi não foi...?
AR: sim... mesmo agora...
(silêncio...)
eu: ok... beijo... obrigada...
(respiro fundo... meto uma 3ª para puxar um pouco o carro... "Rita tens um cigarro...?")
pego no cigarro enquanto escrevo uma mensagem para um amigo... "A nanda morreu oh meu deus"
rejeito 3 chamadas e o carro da frente pára... "sei que custa... os meus sentimentos... nós levamos a rita, vai para casa..."
entro na estação de serviço...:
"são 3 maços de john player preto por favor... obrigada, boa tarde... vamos seguir...? temos que lá estar as 21h... não não quero ir para casa... podemos seguir...?"
e foi isto que realmente aconteceu naquele dia...
hoje...
ui... tanta coisa a dizer deste ano inteiro sem ti... tantos pontapés, tanto estalo na boca que já levei por não te ter... ~tantos telefonemas que precisei de fazer... tantas vezes que precisei de ouvir "oh Isabel... mas tu andas a gozar com esta merda...?"
Tantas coisas que aconteceram... tantas... e tu aí... algures... e no dia 1, estava eu a ir para o hotel no funchal e a rádio decidiu passar às 19h30 esta musica...

"Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.

Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua."

Pedro Abrunhosa

(sem mais palavras que não... "saudades...")
Esta foi a flor que não coloquei na tua única jarra... deitei ao rio... no fundo do curral das freiras, na madeira...

segunda-feira, maio 18, 2009

é tudo bom, não há stress, 'tás na boa...


- gostas do jantar?

- sim, está muito bom...

- a sério...?

- sim!

- vamos à sessão das 21h30?

- sim, mas também há às 21h55, por isso podemos ir nas calmas.

- sim, mas podiamos ir mais cedo que eu amanhâ acordo cedo...

- viste em que lugar ficaram os "Flor de Lis"?

- não... já foi a final?

- sim, foi ontem.

- já ouviste a música? é muito gira!

- é...? não... não ouvi...

- vamos já pôr a loiça na máquina?

- sim, pode ser... tenho que ver se está a funcionar, pode ter o filtro sujo...

- tens a net ligada? põe aí no youtube...

- já está...

- a musica deles é esta... é muito gira não é?

- sim, é engraçada... vamos?

(... elevador, carro, cigarro, estacionamento... telefone toca...)

- sim mãe... já, já jantei... "esparguete à Isabel"... sim estava bom... vamos agora ao cinema... beijinhos, até amanhã!

- bem, tanta gente... esquece lá a sessão das 21h30...

- são dois bilhetes para os "anjos e demónios", por favor... só tem na lateral e onde...? nas filas da frente...? Que preferes...? Olhe pode ser na lateral... Obrigada, boa noite...

- é um café por favor... vamos para a zona de fumadores...?

- compras-me um pacote de pipocas pequenino enquanto vou à casa de banho...? tenta não perder os bilhetes desta vez...

- fila F, cadeiras 29 e 30... obrigado...

- isto está a demorar tanto... já passam 15 minutos...

- quando entramos aconteceu qualquer coisa, que eu ouvi barulho, se calhar foi isso... é capaz de haver algum problema...

(... senhor engravatado entra com ar sério...)

- Boa noite... tivemos um problema grave e por isso não vamos poder exibir o filme... sugerimos duas coisas: ou devolvemos o dinheiro o que é dificil porque vocês são muitos e teriam que ir para a bilheteira todos e fariam filas enormes...ou então estaremos à saída para vos dar vales para poderem vir noutro dia, que darão para qualquer filme. obrigado pela vossa atenção...

- esperamos um pouco...?

- sim pode ser...

- vamos...?

(pronto... toda a sala de cinema numa fila interminável para escolher os vales ou o dinheiro... parecia a amiga olga...)

- então... e um subsídio de pipocas...? eu nunca gostei do dan brown...

- vamos para casa...?

- 'bora...



pronto e isto foi um serão de cinema... magnifíco... enfim...

quinta-feira, maio 07, 2009

os teus (não feitos) 34 anos


cá estamos... um ano (e uns dias já...) depois...

Que dizer de 34 anos que não se fizeram e que poderiam ter sido vivamente gloriosos?

Que dizer do perfume que não recebeste, do livro que não leste ao longo deste teu 34º ano de vida?

Que dizer da roupa que não foi estreada este ano...?

Que dizer to telefonema que não houve, da mensagem que não enviei e a que não respondeste?

Que dizer do Eugénio de Almeida que não bebemos... ui e nem do kalashnikov reclamaste este ano...?

Que dizer da prenda que não de comprei...?

Que dizer da ânsia habitual da meia noite para não ser este ano a primeira a dar-te os parabéns?

Que dizer do café que não pagaste este ano?

Que dizer do lanche que não comemos e das velas que não sopraste?

Que dizer das palavras que a tua mãe não disse?

Que dizer dos votos de felicidades que não houve?

Que dizer dos parabens que não cantei...?


De facto... nada há este ano para acrescentar se não a tua ausência...

Nada há este ano para acrescentar senão mais uma flor na tua jarra, uma borrifadela nas flores que já estão murchas, do cartel da corrida que anunciavam para domingo, das lágrimas que a tua fotografia me põe nos olhos...


Que dizer, ainda assim, do brinde de shots que te fizemos e não viste?

Que dizer... dos sofás brancos tão fashion onde implicavas sempre que me encostava e dizias... "Oh Isabel...? Mas tu sais à noite para dormir no sofá do bar...?"


Que dizer de tudo isto...?


Só me ocorre uma palavra :

Saudades...

terça-feira, dezembro 02, 2008

só mais uma cena...

alguem tem ideia... de porque é que se fundiu uma luz do meu carro...? assim do nada... sem mais nem menos... deixou de acender como se fosse a coisa mais óbvia do mundo... estou perturbada (aliás*, acho que se nota...)



só uma pequena nota acerca dessa grande palavra que é "aliás":
Ora pois que há uns tempos atrás, estava eu tranquilamente a tomar café com uma amiga, e eis que um senhor muito bem parecido estava na mesa ao lado a falar ao telemóvel e, misteriosamente, começou a falar em inglês... até aqui tudo bem... mas quando olhamos para ele, porque ele estava a falar demasiado alto, ele sorriu, armado em bom, como se fosse exótico (palavra que usamos para denominar tudo o que é diferente), falar noutra língua.
O senhor lá continuava a conversa e numa determinada altura diz o seguinte: "ok, I'll tell you the number : five, four, six... ALIÁS ... eight..."
aliás... essa grande palavra inglesa... tenho cá para mim que ele deveria ter usado a pronuncia correcta e dito "aláias"...
enfim... momentos críticos de café a meio da tarde...

sou uma pessoa que tem nervos...


após ausência de 6 meses destas andanças... eis que estou de volta... então... devo desde já avisar quem estiver interessado que a minha password do hotmail e do hi5 foi mudada não sei por quem, pelo que não tenho acesso... por isso, tudo o que possam ser email, pedidos, convites, etc, vindos desse endereço, não estão a ser enviados por mim...
(de facto só a mim...)
entretanto, vou só deixar aqui um poemazinho do fanã (só naquela do romantismo - caracteristica que quem me conhece sabe que me é inerente, lol), que é o seguinte:


O que há em mim é sobretudo cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

(Álvaro de Campos)

domingo, junho 01, 2008

sempre...

Este será (eventualmente) um dos posts mais difíceis do meu blog... ainda assim... sinto-me no dever de o escrever... apenas porque perdi uma parte de mim (os amigos são sempre parte de nós) e que foi uma daquelas machadadas da vida como nunca imaginei. Pensamos sempre sentir-nos preparados para as coisas que vão acontecer... e eu achei que estaria preparada para viver estes momentos mas não estava, não estou (e não quero estar...).
Intimamente, desejo que tudo isto seja um pesadelo e que o meu telefone há-de tocar e do outro lado hei-de ouvir um "oh isabel... mas tu andas a brincar com esta merda...?"... Intimamente desejo que, mais do que a falta que ela me faz por todos os motivos, um dia eu acorde e tenha a convicção que ela não sofreu tudo isto... que não se sentiu a morrer a cada dia que passou deste penoso ano e, sobretudo, que concretizará todos os seus sonhos...
Racionalmente, sei que perdi uma grande amiga... e uma grande referência... Sei que estará sempre dentro de mim... que a sua gargalhada me perseguirá por toda a vida... sei que fiz o que, como amiga, podia ter feito... mas não chega... a dor de saber que "acabou..." é inconsolável... a dor de saber que os meus sonhos e os dela não se concretizarão (os dela por motivos obvios e os meus sem o mesmo sabor a vitória, sem a mesma partilha, sem os mesmos gritos...)...
Este amor é demasiado grande... e és, e serás sempre muito grande, muito importante, muito amiga... tive a oportunidade de te dizer muitas vezes (até mais do que aquelas que terias paciência para ouvir) que te amo... e não tenho, portanto, o peso de não o ter dito... o unico peso que tenho é de não poder dizer-to presencialmente nunca mais e que tu nunca mais te irrites por ouvir vezes sem conta... ATÉ SEMPRE...

"Onde estiveres, eu estou
Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres assim

Meu corpo é o teu mundo

E um beijo um segundo

És parte de mim


Para onde olhares, eu corro

Se me faltares, eu morro

Quando vieres, distante

Soltam-se amarras
E tocam guitarras

Por ti, como dantes


Agarra-me esta noite

Sente o tempo que eu perdi

Agarra-me esta noite

Que amanhã não estou aqui
"


Pedro Abrunhosa (o tal... para nós...)

segunda-feira, maio 26, 2008

Somos os maiores...

É a prova de que eu tenho, efectivamente, o cú empinado :) mas sim... é bom saber que há laços que se mantém quando tudo falha! Obrigada por tudo!




quarta-feira, maio 07, 2008

no fundo... é apenas isto...



«E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro.
Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...»

in O Principezinho (Antoine Saint-Exupery)

segunda-feira, maio 05, 2008

por muitos motivos... este "grito"...


E mais nocturna
do que nunca
a envergadura
das nossas asas.
Punhal de vento,
rosa de espuma:
morre o desejo,
nasce a ternura.
Mas que silêncio
na tua casa.

David Mourão Ferreira

domingo, abril 27, 2008

... e agora...?


E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
David Mourão Ferreira